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Lula assina projeto de lei antifacção com foco em aumentar penas e asfixiar financeiramente o crime organizado

Mídia Povo
Lula assina projeto de lei antifacção com foco em aumentar penas e asfixiar financeiramente o crime organizado
Foto: Ricardo Stuckert/PR
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou nesta sexta-feira (31) o projeto de lei antifacção, considerado a principal iniciativa do Ministério da Justiça para combater estruturas criminosas organizadas em todo o país. O texto será enviado à Câmara dos Deputados e já foi apontado pelo presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), como prioridade na pauta de votação.


Objetivo Geral da Proposta

A proposta busca fortalecer o Estado no enfrentamento ao crime organizado, especialmente facções que dominam territórios urbanos. Entre os principais pontos estão:

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  • Ampliação das penas para integrantes de facções criminosas.
  • Novos instrumentos de investigação e infiltração.
  • Medidas voltadas para sufocar o fluxo financeiro dessas organizações.

Declaração do Presidente Lula

Em publicação nas redes sociais, Lula afirmou:

“Assinei e envio hoje ao Congresso Nacional o Projeto da Lei Antifacção, que eleva para até 30 anos as penas para quem integra facções criminosas. O projeto cria mecanismos para ampliar o poder do Estado e das forças policiais na investigação e combate financeiro dessas organizações.”

Lula também destacou que o combate às facções exige articulação entre as esferas federal, estadual e municipal, defendendo que diferenças políticas não interrompam a tramitação da proposta.


Principais Mudanças Previstas no Projeto

1. Mudança de Terminologia

  • Organizações criminosas qualificadas passam a ser classificadas diretamente como “facções criminosas” na legislação.

2. Endurecimento das Penas

  • Pena máxima atual: 8 anos.
  • Proposta:
    • Até 20 anos para participação em facção criminosa.
    • Até 30 anos se houver uso de violência grave.

3. Ferramentas Avançadas de Investigação

  • Infiltração de Policiais em empresas suspeitas de lavagem de dinheiro.
  • Criação de identidades fictícias para agentes infiltrados, com proteção legal por no mínimo quatro anos após a operação.
  • Uso de delatores (colaboradores) para facilitar o mapeamento hierárquico das facções.
  • Criação de empresas de fachada pelo poder público para simular participação em esquemas ilícitos.

4. Intervenção em Empresas Ligadas ao Crime

  • Juízes poderão determinar intervenção judicial e bloqueio imediato de operações financeiras em empresas suspeitas.
  • Suspensão de contratos com o poder público também poderá ser aplicada.

Medida Retirada do Texto Final

Uma proposta de proteção especial a juízes e policiais que atuam no combate às facções foi retirada. O governo argumenta que o tema já está contemplado em outro projeto sancionado anteriormente, de autoria do senador Sérgio Moro (União-PR).


Contexto da Assinatura

A assinatura ocorre após a megaoperação no Rio de Janeiro que gerou repercussão nacional e reacendeu o debate sobre combate ao crime organizado. O governo federal classifica o projeto como resposta estrutural ao avanço dessas organizações.


Próximos Passos

  • O texto será analisado inicialmente pela Câmara dos Deputados.
  • A expectativa do governo é de tramitação acelerada devido ao cenário de crise na segurança pública.
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