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Alexandre de Moraes barra participação de Flávia Fróes, advogada de Marcinho VP, em reunião sobre megaoperação no Rio

Mídia Povo
Alexandre de Moraes barra participação de Flávia Fróes, advogada de Marcinho VP, em reunião sobre megaoperação no Rio
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que representantes de pessoas condenadas por participação em organizações criminosas não poderão participar da audiência marcada para esta quarta-feira (5/11) na Corte. A decisão atingiu diretamente a ONG Anjos da Liberdade, presidida pela advogada Flávia Fróes, que atua na defesa do traficante Marcinho VP, liderança do Comando Vermelho.

A exclusão foi registrada em despacho no âmbito da ADPF 635, conhecida como “ADPF das Favelas”, que discute protocolos para operações policiais em comunidades. A reunião desta quarta-feira foi convocada para tratar da megaoperação realizada nos complexos da Penha e do Alemão, no dia 28 de outubro, que resultou em 121 mortos, incluindo quatro policiais, e apreendeu 93 fuzis.

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Moraes restringe participação

No documento, Moraes afirmou que as audiências do STF têm o objetivo de fornecer subsídios técnicos à Corte e não podem servir para representar interesses pessoais ou de condenados. Por isso, considerou inadequada a presença de entidades ou representantes ligados diretamente a réus condenados por integrar facções criminosas.

Ao todo, o ministro autorizou 29 representantes de instituições e órgãos públicos a participarem do encontro, como o Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH) e a Defensoria Pública da União.

Flávia Fróes tenta reverter decisão

Após ser impedida, Flávia Fróes protocolou um pedido de reconsideração. A advogada argumenta que:

  • A ONG Anjos da Liberdade é amicus curiae na ADPF desde 2019;
  • Ela não advoga mais para o Comando Vermelho, apenas para Marcinho VP, de forma individual;
  • A entidade já participou de debates anteriores relacionados ao tema.

Fróes esteve no STF na manhã desta quarta-feira aguardando resposta. Caso o pedido fosse negado, ela indicou outro advogado da instituição, Marcio Ruzon, para representá-la.

Operação motivou pressão por transparência

A operação na Penha e no Alemão tinha como objetivo cumprir mandados contra integrantes do Comando Vermelho. O alto número de mortes reacendeu o debate sobre o uso da força policial em comunidades e levou o STF a convocar a audiência para discutir protocolos, justificativas e relatórios sobre a ação.

Moraes, que assumiu a relatoria da ADPF após o anúncio da aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso, já havia cobrado explicações do governador Cláudio Castro (PL) sobre a operação.

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