O ex-presidente Jair Bolsonaro foi retirado da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, e transferido por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha. A mudança ocorreu por ordem direta do relator do processo que condenou o ex-presidente por tentativa de golpe de Estado.
Bolsonaro estava detido na PF desde novembro, quando teve a prisão decretada após descumprir medidas cautelares, incluindo tentativa de violação da tornozeleira eletrônica. Dias depois, o processo transitou em julgado no STF, e ele passou a cumprir pena definitiva de 27 anos e três meses de prisão.
Avaliação médica imediata
Além da transferência, Moraes determinou que Bolsonaro seja submetido a uma junta médica oficial formada por peritos da Polícia Federal. O grupo deverá avaliar o estado clínico do ex-presidente e indicar se há necessidade de internação em hospital penitenciário.
O laudo médico também será utilizado pelo ministro para decidir sobre o pedido de prisão domiciliar apresentado pela defesa. Até a conclusão da avaliação, Bolsonaro seguirá custodiado no batalhão da PM.
Condições da nova custódia
No 19º Batalhão da PM-DF, Bolsonaro ficará em uma sala destinada a presos com prerrogativa de Estado Maior. O local abriga outros condenados pelos atos ligados à tentativa de ruptura institucional, como o ex-ministro da Justiça Anderson Torres e o ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, Silvinei Vasques.
Apesar de autorizar a transferência para um espaço considerado mais amplo, Alexandre de Moraes destacou em sua decisão que o cumprimento da pena não se confunde com “estadia hoteleira” ou “colônia de férias”, rebatendo críticas feitas por familiares do ex-presidente sobre as condições da custódia anterior na PF.
Assistência médica e rotina
Mesmo com a mudança de local, Bolsonaro continuará tendo acesso a acompanhamento médico permanente, com atendimento 24 horas, além de sessões regulares de fisioterapia. Médicos particulares poderão visitá-lo sem necessidade de autorização prévia, e a alimentação seguirá adaptada às suas necessidades de saúde.
A execução da pena segue sob supervisão do STF, que ainda deve analisar eventuais pedidos adicionais da defesa após a entrega do parecer médico oficial.



