O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (3) que forças americanas capturaram o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, após uma ofensiva militar que atingiu Caracas e outras regiões do país. A declaração foi feita em uma rede social e reforçada em entrevista concedida por telefone ao jornal britânico The Times.
Segundo Trump, a operação envolveu ataques de grande escala contra alvos estratégicos e resultou na captura de Maduro e de sua esposa, que teriam sido retirados da Venezuela por via aérea. O presidente americano não informou o destino do casal nem apresentou detalhes operacionais da ação.
“Foi um planejamento muito bom, com tropas excelentes e pessoas excelentes. Foi uma operação brilhante”, disse Trump ao The Times, ao comentar o que classificou como sucesso da missão.
Explosões atingem Caracas durante a madrugada
As declarações ocorreram poucas horas depois de uma série de explosões serem registradas na capital venezuelana. De acordo com o governo da Venezuela, ataques também ocorreram nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira. Moradores relataram barulhos de aeronaves, tremores e correria nas ruas.
A Associated Press informou que ao menos sete explosões foram ouvidas em Caracas em um intervalo de cerca de 30 minutos. Vídeos divulgados nas redes sociais mostraram colunas de fumaça saindo de instalações militares e aeronaves sobrevoando a cidade em baixa altitude. Houve ainda registros de falta de energia elétrica em áreas próximas a bases militares.
Bases militares e prédios estratégicos entre os alvos
Fontes diplomáticas e relatos locais indicam que alvos incluíram a base aérea de La Carlota, no leste de Caracas, e o Forte Tiuna, considerado o principal complexo militar do país. Informações também apontam ataques a instalações em La Guaira, próxima ao aeroporto internacional de Maiquetía, além do Quartel da Montanha e do entorno do Palácio de Miraflores.
Até a última atualização, não havia balanço oficial de vítimas.
Venezuela decreta estado de emergência
Em comunicado divulgado ainda durante a madrugada, o governo venezuelano classificou os ataques como uma “agressão militar gravíssima” dos Estados Unidos e anunciou a decretação de estado de “Comoção Exterior” em todo o território nacional.
A nota afirma que alvos civis e militares foram atingidos e acusa Washington de tentar assumir o controle das reservas de petróleo e minerais da Venezuela. O texto informa que Maduro ordenou a ativação imediata dos planos de defesa nacional e convocou forças sociais, políticas e militares para mobilização.
EUA ainda não detalham oficialmente a operação
Apesar das declarações de Trump, a Casa Branca, o Pentágono e o Departamento de Justiça dos Estados Unidos ainda não divulgaram comunicados oficiais com detalhes da operação ou confirmação formal da captura de Maduro.
Trump afirmou que novos esclarecimentos, incluindo os próximos passos em relação à Venezuela e eventuais autorizações do Congresso, serão apresentados em uma coletiva de imprensa marcada para a manhã deste sábado, em Mar-a-Lago, na Flórida.
A ofensiva ocorre após meses de escalada nas tensões entre os dois países, com reforço militar americano no Caribe, apreensão de navios petroleiros venezuelanos e aumento da pressão diplomática e econômica sobre o governo de Caracas. A situação segue em desenvolvimento e é acompanhada com atenção pela comunidade internacional.
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