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Fuga frustrada leva ex-chefe da PRF a prisão no Paraguai após violar tornozeleira e usar passaporte falso

Mídia Povo
Fuga frustrada leva ex-chefe da PRF a prisão no Paraguai após violar tornozeleira e usar passaporte falso
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O ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques foi preso na madrugada desta sexta-feira no aeroporto internacional de Assunção, no Paraguai, após deixar o Brasil em meio a uma fuga planejada que incluiu violação da tornozeleira eletrônica, uso de carro alugado e apresentação de um passaporte estrangeiro com identidade falsa.

Silvinei vivia em São José, na Região Metropolitana de Florianópolis, e estava a cerca de 1.300 quilômetros de casa no momento da prisão. A captura ocorreu quando ele tentava embarcar em um voo internacional com destino a El Salvador, com escala no Panamá.

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Saída discreta na noite de Natal

De acordo com a Polícia Federal (PF), imagens de câmeras de segurança do prédio onde Silvinei morava mostram que ele deixou o local por volta das 19h da véspera de Natal. Vestindo calça de moletom preta, camiseta cinza e boné escuro, ele carregou bolsas, utensílios e um cachorro, além de sacos de ração e tapetes higiênicos, para um veículo alugado modelo Volkswagen Polo, na cor prata.

Apesar de possuir um carro próprio registrado em seu nome, o ex-diretor optou pelo automóvel alugado, enquanto seu veículo particular continuou circulando normalmente pela Grande Florianópolis, segundo o relatório da PF.

Monitoramento interrompido e alerta às autoridades

O sistema de monitoramento eletrônico indicou falha no sinal de GPS da tornozeleira por volta das 3h do dia 25 de dezembro. Horas depois, o dispositivo também deixou de emitir sinal de rede, o que levantou a suspeita de descarregamento proposital ou violação do equipamento.

Equipes da Polícia Penal de Santa Catarina e da Polícia Federal foram até o endereço de Silvinei ainda na noite do Natal, mas encontraram o apartamento e a vaga de garagem vazios. Diante da confirmação da fuga, a PF acionou alertas em fronteiras e comunicou a adidância policial brasileira no Paraguai.

Passaporte falso e prisão em aeroporto

No momento da detenção, Silvinei portava um passaporte paraguaio válido, com sua fotografia, mas em nome de outra pessoa e com dados incompatíveis com sua identidade brasileira. O documento trazia o nome de Julio Eduardo Baez Fernandez, supostamente nascido em Cidade do Leste.

Com a confirmação da identidade, as autoridades paraguaias realizaram a prisão no aeroporto de Assunção e encaminharam o ex-diretor ao Ministério Público local, que dará andamento ao processo de extradição.

Condenação recente no STF

A fuga ocorreu poucos dias após Silvinei Vasques ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 24 anos e seis meses de prisão. Ele foi considerado culpado por participação na trama golpista investigada após as eleições de 2022.

Segundo a denúncia da Procuradoria-Geral da República, o ex-diretor integrava o chamado “núcleo dois” do plano, acusado de usar a estrutura da PRF para interferir no processo eleitoral. O governo brasileiro trabalha para que a extradição seja concluída nos próximos dias.

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