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Ucrânia pede ajuda ao Brasil e Lula volta à Rússia para tentar convencer Putin a negociar com Zelensky

Mídia Povo
Ucrânia pede ajuda ao Brasil e Lula volta à Rússia para tentar convencer Putin a negociar com Zelensky
Foto: Reuters/Maxim Shemetov/Pool
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O governo da Ucrânia solicitou oficialmente ao Brasil que utilize sua influência diplomática para persuadir o presidente russo, Vladimir Putin, a participar pessoalmente de uma reunião com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, marcada para esta quinta-feira (15), em Istambul, na Turquia.

O pedido foi feito pelo vice-ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, durante uma ligação com o chanceler brasileiro Mauro Vieira. Segundo Sybiha, a presença de Putin é essencial para o avanço das negociações de paz.

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“Reafirmei a prontidão do presidente Zelensky para se encontrar com Putin e pedi ao Brasil que use sua voz competente para viabilizar esse diálogo de alto nível”, afirmou o diplomata ucraniano.

Lula se envolve pessoalmente nas negociações

Atendendo ao apelo ucraniano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se dirigiu novamente a Moscou após deixar Pequim, com a intenção de falar diretamente com Putin. Lula revelou que pretende convencer o líder russo a comparecer ao encontro com Zelensky na Turquia.

Durante coletiva de imprensa na China, Lula afirmou:

“Quando eu parar em Moscou, vou tentar falar com o Putin. Não me custa nada falar: ‘Ô, companheiro Putin, vá até Istambul negociar.’”

Primeira reunião direta em três anos de guerra

A reunião marcada para Istambul pode representar o primeiro encontro presencial entre os dois líderes desde o início da guerra, em fevereiro de 2022. A Rússia, no entanto, ainda não confirmou a presença de Putin. Até o momento, o Kremlin indicou que poderá enviar o vice-chanceler Sergey Ryabkov como representante oficial.

Zelensky afirmou que só participará da reunião se Putin estiver presente, classificando o possível envio de representantes como um sinal de que o presidente russo estaria “com medo”.

Brasil e China defendem diálogo direto

Na passagem pela China, Lula tratou do conflito ucraniano em diversas agendas. Em comunicado conjunto, Brasil e China reforçaram a necessidade de negociações diretas e expressaram apoio a uma solução política e duradoura para o conflito.

“Brasil e China avaliam positivamente os sinais de disposição ao diálogo e esperam que as partes cheguem a um entendimento que permita iniciar negociações frutíferas”, diz a nota.

Mediação brasileira ganha novo fôlego

A atuação de Lula ocorre em um momento em que o papel do Brasil nas negociações vinha sendo questionado por Kiev. Em 2023, Zelensky chegou a declarar que o Brasil havia perdido relevância como mediador no conflito, após atritos diplomáticos e falas controversas do presidente brasileiro.

Agora, com um novo esforço diplomático e interlocução direta com ambos os lados, o Brasil tenta retomar espaço como agente de diálogo na guerra que já dura mais de três anos.

Possível cessar-fogo em discussão

Segundo Lula, Putin sinalizou disposição para discutir um cessar-fogo de 30 dias — proposta apresentada por líderes europeus e endossada por Zelensky. O resultado do possível encontro em Istambul pode ser decisivo para a retomada de negociações de paz.

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